Ano cheio. Com as duas coisas que mais interferem na vida dos brasileiros. Copa e Eleição. Um evento tratado com mais seriedade que o outro (a Copa, claro...), mas acontece que eu nunca assisti à um jogo de futebol inteiro e vou votar pela primeira vez, então não sou a mais indicada para falar sobre os assuntos.
Ano também de olimpíada de inverno, que eu acho que é bem mais divertida que a olimpíada normal. Talvez eu esteja enganada se tratando do evento real, mas posso com certeza garantir que pela tv pelo menos, a olimpíada de inverno é muito mais legal que a normal (não consigo dizer de verão ou convencional, então deixa a de inverno ser a anormal mesmo e deixa rimar...). Pode ser que seja fato apenas para mim, brasileira que nunca viu neve, mas...
Só uma nota sobre a Fashion Week. Vi o organizador da semana de moda de São Paulo falando uma coisinha que me deixou boba e tenho que comentar. Ele disse que as liquidações de janeiro e fevereiro é uma mania ruim de país subdesenvolvido e pelo resto da entrevista eu entendi que era porque o consumidor tem que comprar a roupa pra estação correta, na estação correta. Engraçado, os estilistas brasileiros vendem coisas isentas de criatividade (salvo as exceções), com preços abusivos e as pessoas agora devem perder o direito de não comprar mais barato? A lógica me escapa nesta teoria...
Engraçado, neste natal eu não ganhei nenhum cartão de natal. Presentes? Sim. Mas nenhum cartão. Provavelmente o fato de gostar mais dos cartões, tanto os virtuais, quanto os de papel, me fez não receber sequer um. Não que eu fique deprimida ou nostálgica com isso, mas acho incrivelmente irônico o fato e por isso a reflexão sobre.
Vi Crônicas de Nárnia e uma coisa me deixou boba, admirada, apaixonada. O Leão. Para uma pessoa que via O Rei Leão várias vezes ao dia, ver um leão, chamado Aslam, assim, tão real, tão maravilhoso, tão paupável, foi uma experiência emocionante. Além do fato do filme ser bem legal também (já disse que não falo mais de filmes, mas dizer que é legal não é nada elaborado...).
Um natal cheio de coisas favoritas. O filme de natal favorito: Milagre na Rua 34 (sim, eu prefiro o colorido, pois foi o que fez parte da MINHA infância), visto pela primeira vez na língua original. Música de Natal favorita:
Borboleta pequenina
Que vem para nos saudar
Venha ver cantar o hino
Que hoje é noite de Natal
Eu sou uma borboleta
Pequenina e feiticeira
Ando no meio das flores
Procurando quem me queira
Borboleta pequenina
saia fora do rosal
Venha ver quanta alegria
Que hoje é noite de Natal
Borboleta pequenina
Venha para o meu cordão
Venha ver cantar o hino
Que hoje é noite de Natal
Fora as gringas que também me comovem, mas vem com um gostinho de inveja. Da falta de neve, visco, e todas essas coisinhas bobas...
Bom, agora, a nós brasileiros nos resta nos irritar com os programas que nos chegam atrasados como Oprah (sim, eu assisto o programa da Oprah), David Letterman. Fora as séries também. Mas é bom, para tirar férias da tv e voltar aos calhamaços que pertecem à humanidade.
Ler é bom, concordo. Agora ver materializado uma coisa que você leu é incrível. A sensação (mais clichê impossível) é indescritível.
Há tempos não falo de filmes aqui. Relendo posts descobri que sou influenciável pela mídia e que minhas opiniões sobre filmes são extremamente (na falta de um termo melhor) iguais. Não que eu esteja me fazendo de vítima, nem me sentindo burra, é só que acho desnecessário reescrever histórias.
Mas hoje não tem como. Estou falando do digníssimo Harry Potter, que teve uma presença fortíssima no final da minha infância e até hoje, onde eu já pego o livro na língua original e leio simultaneamente com o resto do mundo. Eu ainda não posso ser considerada uma grande fã porque não sei de cor partes para citar e apesar de gostar muito, eu acho que existem outros, tanto quanto, bons livros no mundo. Mas como li todos os livros e já vi o último filme, me permito falar sobre como uma grande fã.
Ali em cima, quando eu descrevo uma sensação indescritível, dizendo que é incrível, quem leu o livro e viu o quarto filme entende. O quarto livro, para mim, é o melhor. Talvez eu dê uma brecha para Lune Lovegood no quinto ou para o Snape no sexto, mas o quarto tem um monte de coisas incríveis que acontecem, juntas, assim, uma atrás da outra. Momentos de prender a respiração e ficar lá, segurando até acabar. No filme, Mike Newell consegue passar estes momentos para tela, reduzidos e cheios de cortes claro, mas tudo com efeitos de primeira. Sem dúvida a melhor adaptação feita até agora, com defeitos, mas a melhor das quatro.
O que mais maltrata é a má interpretação do Daniel Radcliffe, que chega a ser cômica em alguns momentos. Também a má interpretação feita do livro, quando se trata de Dumbledore. Ver cenas importantes não concretizadas entristece um pouco também, mas ver as que foram adaptadas, dá um frio na barriga. Incrível. O mundo que antes era só seu, agora ali, em uma telona. Pensar em cada cena "eu imaginei desse jeitinho" ou "isto não tem nada a ver com o da minha cabeça" (mesmo sabendo que a autora descreve as coisas detalhadamente), é de uma sensação única.
A velocidade com que as coisas acontecem assusta um pouco, mas traz dinamismo inédito, em um livro que quase nada era secundário, piscar vendo o filme é martírio. De tudo, o que mais me chamou atenção neste filme foi que, pela primeira vez nos filmes da série, eu senti a compaixão que eu sentia pelo Harry Potter, exatamente igual à que eu sentia quando li o livro, que é o motivo que faz você se apaixonar pela série.
Aqui uma opinião diferente (não da minha, porque eu sou influenciável, mas da maioria...) e mais competente sobre Harry Potter e o Cálice de Fogo.
P.S.: Eu escrevi a minha antes, para tentar ser isenta, no fim das contas, eu concordo mais com Ricardo Calil.... ou não?
25/11/2005 0 interferindo
Mano velho
Infelizmente, no mundo, existem pessoas que sabem administrar o tempo muito bem e outras que não o sabem. Claro que é infelizmente porque eu torço sempre pela felicidade ao alcance de todos.
As pessoas que têm um relacionamento saudável com o tempo, como no mundo da mágica, não sabem o tamanho do seu dom e geralmente o menospreza. As que não sabem administrar o tempo que lhes é dado, passam a vida toda estressadas, correndo, atrasadas, esquecidas, arrependidas, rancorosas, enfim, o mundo dos atemporais é bem mais complexo do que os meus 20 e poucos jamais serão. Acho.
Tenho uma tia que diz que o fato de não saber algo pode ser um fator decisivo na hora de provar que você sabe alguma outra coisa. Ela sempre exemplifica com tipos de inteligência, colocando que pessoas que convivem muito com matemática e lógica, têm menos bom senso na parte artística e vice versa. Mas às vezes eu discordo, têm horas, que com pessoas reais, que estão ao meu alcance, eu vejo cérebros com bom gosto musical e entendimento de física quântica, pessoas grandiosas assim. E de quem é a razão? Acho que minha, que não quer engrandecer ninguém a não ser que seja completamente inevitável.
Simples. Perto de mim, quem sabe o que tem que fazer e faz tudo no seu tempo correto, é muito mais feliz. Mas minha dúvida é saber se administrar o tempo é uma coisa que se aprende, que se nasce com ou que se perde em algum momento indefinido? Porque eu sempre tenho a impressão de que um dia soube escalar meus afazeres por pioridade e efetuá-los com antecedência para que, no caso de problemas, eu resolvesse tudo a tempo. Claro, que muitas vezes uma impressão pode ser só uma visão de algo que nunca aconteceu, mas...
Esta tão chamada quarta dimensão é o problema comum à todos os seres humanos. Não importa o quanto desapegado, desempregado e livre uma pessoa seja, vez ou outra ela será obrigada a se preocupar com a hora de comer ou com a hora de ir ao banheiro. O fato é que a maioria dos poucos iluminados que sabem administrar muito bem seu tempo, ou não desconfiam que o sabem ou preferem continuar agindo como se não soubessem, para ninguém lhes dar mais afazeres...
20/11/2005 0 interferindo
Frubuka
Alguém (?) já deve ter visto o banner do Fruits Basket ali no canto. Enfim, é um mangá que eu comecei a ler por causa de uma reportagem na Folha que dizia que este mangá bateu recordes de vendas nos Estados Unidos e no Japão e que era considerado mangá de menina. Eu gosto de coisa de menina feita pra menina. Coisas assim têm cara de ser meigo, cute, bonitinho. E que mal há abrir espaço para essas coisas de vez em quando?
O fato é que eu comecei a ler, fui lendo, lendo até a hora em que eu comecei a perceber que nem era assim tão história de menina, é história de japonês. Eu tenho esse sentimento que os japoneses romantizam tudo, do cômico ao trágico. Situações inusitadas resultam em amor à primeira vista e eu acho isso tão bonito, algo que pessoas muito felizes apenas conseguem fazer.
Claro que isto vem da ocidentalização, do cinema americano, mas mesmo assim tem um quê japonês que só pode ser visto em mangá e anime.
Fruits Basket é a história de uma menina com uma vida bem sofrida e que acaba indo morar com o menino pop star do colégio. O negócio é que este menino lindo, perfeito, maravilhoso vira o rato do horóscopo chinês quando é abraçado por alguém do sexo oposto e não pára por aí, porque a família dele (mais doze pessoas) sofrem da mesma maldição. Apesar do horóscopo chinês ser composto por doze signos, o décimo terceiro bicho vem por meio de uma historinha muito peculiar digamos...
Um enredo bobo até não poder mais, mas gracioso e engraçado mesmo assim. Coisa que só encontro nos mangás, a transformação duma situação no mínimo irrelevante e idiota à uma história interessante e inteligente. Coisa de japonês.
05/10/2005 0 interferindo
Porcentagem
Hoje eu me dei conta que 99% dos alunos de comunicação entraram nesta área porque não sabiam o que fazer na universidade. 99% é exagero? Não é 100% confiável, mas não acho que não seja real. E se este dado é triste, pense que 80% daqueles 99% ainda não sabem o que estão fazendo na faculdade e os outros 20% estão empolgados, mas pode ser apenas uma empolgação momentânea, passageira, provavelmente depois de três anos na "facu".
Eu não sei se isso é uma notícia boa ou ruim. Contando que não é notícia, apenas uma constatação duvidosa e pessoal, ainda assim não consigo dizer se é uma constatação boa ou ruim. Se se pensar que estudantes indecisos são, em potencial, profissionais medíocres, então a notícia é boa, já que de uma forma ou de outra, estes profissionais medíocres nesta área vão acabar fazendo outra coisa em outra área. Mas se se pensar que estes indecisos, que cairam de pára-quedas na universidade, só vão inchar mais o mercado, pois também têm a possibilidade de serem bons profissionais, esta notícia fica ruim.
Da onde eu tirei que 99% dos alunos de comunicação não queriam fazer este curso ou não sabiam o que queriam fazer? [Do Aprendiz? Não, não tive paciência de ver a segunda edição do programa (mas eu vi a primeira inteira...)] Acho que foi do fato de ver um garoto, que faz cursinho pré-vestibular, dizer que queria uma coisa fácil, divertida e que dava pra empurrar com a barriga na faculdade e que essa coisa era comunicação.
O fato é que, mesmo que este menino seja um 'jackass', ele disse isso porque ele já ouviu isso e eu acho que 90% dos pais de filhos vestibulandos pensam assim também (e este dado é um pouco mais embasado que o primeiro porque, desta vez, eu perguntei à alguns pais).
Quem sabe eu não faça Estatística? Todo pai gosta de pensar que o filho sabe multiplicar e dividir...
Vamos combinar que droga de final de temporada, este do LOST. Muito manjado. Muito "assista a próxima temporada". Eles não podiam ter explicado uma coisinha pelo menos? Sei lá, do que que era aquela escotilha, o que é a coisa que come cabeça ou porque aqueles homens queriam o garoto? Vou te contar viu, por isso que as coisas que fazem muito sucesso vão perdendo o rumo.
Mil vezes o final de temporada do C.S.I.. Claro que é meio sem noção a comparação, mas eu sempre comparei os finais de livro, acho que um bom final rende ou desperdiça uma boa história.
Basta saber se essa falta de final foi coisa de marketeiro ou se sempre teve esse propósito de ser vaga. Mas isso só vai dar pra saber na próxima temporada...
Depois de receber montes de emails, cartas e até telefonemas pedindo minnha volta, eis aqui a retomada. Piadinha infame, eu sei, na verdade ninguém reclamou, duvido até que meus três leitores o fizeram, mas poupa-lo-ei-los (eu realmente sei escrever isso ou eu só acho que sei?) de auto-piedade e vou aos finalmentes. Que finalmentes? Uma despedida? Não, um assunto. Um dos motivos de ter ficado tanto tempo sem escrever foi a falta de assunto mesmo e desse mal até Aristóteles já sofreu, então não vou pedir desculpas.
Bom, razão também seriam as férias, mas acho que a falta de assunto foi a principal. Falando em férias (odeio quando as pessoas usam essa expressão "falando nisso", porque é extremamente incorreta, já que se você fosse falar do mesmo assunto do qual já estavam falando, não precisaria anunciar isso, mas enfim...), tenho que contar que mais uma vez preciso de uma clínica de reabilitação contra as drogas que eu andei assistindo.
Claro que se tratando de férias sem viagem, que foi o meu caso, todo mundo fica um pouco bitolado e vê mais televisão do que deveria. Ler também faz parte roteiro, mas ninguém lê 24 horas por dia, todo mundo gosta de descansar os olhos e o cérebro numa tv. Tv é parte integrante do sentimento de preguiça, de inércia. Mas não estou aqui pra discutir os efeitos da tv no corpo humano e sim para contar as últimas porcarias que entraram na minha vida telespectadora.
Os tops recentes eu vejo todos: Desperate Housewives, Grey's Anatomy, LOST (ainda acho que é uma sigla...) e House. Mas o que acrescentou de ruim mesmo foi Third Watch, vício diário e alguns reality shows, também conhecidos como reality shits como The Bachelor, The Simple Life, Queer Eye for the Straight Guy e todos os outros do gênero. Eu sei que isso é horrível e que eu realmente estou doente, mas agora com a volta às aulas a coisa meio que voltou ao normal e o que ainda resta de porcaria no que eu assisto é o que passa no domingo. Até porque, The Bachelor é bem legal(nossa, só hoje eu descobri que ele tem casar no final! Não é o máximo?), aquelas mulheres se prestando ao papel mais ridículo da vida delas e você em casa vendo que não é só metade do quarteto 'saia justa' que faz qualquer um pensar que mulher é título para artificialidade e estupidez. Bom, no meu caso, ver tanta gente patética reunida fazendo plástica até no pulso, achando que a crise governamental do Brasil é golpe militar ou se estapeando por causa de homem é altamente estimulante para o meu ego e para a minha auto-estima.
Tá, não quero ser daquelas chatas que só assistem pra criticar, porque eu tenho pena do caso específico das meninas do The Bachelor, mas essa é outra conversa, pra outro batdia (piada infame de novo...).
Uma locadora de vídeos urgente!!!
Sabe como é, fim de semestre, só a correria. Um monte de coisa pra estudar, trabalhos jogados pro último minuto, normal ué. Para estudar o suficiente e não dá uma de picareta, decidi que não ia ao cinema, não ia sair, ia fazer um tudo pra não me desviar dos objetivos e blah blah blah! Só que, no fim de semana eu fiquei bem de saco cheio da minha reclusão e como não tinha nada pra fazer, ler, ouvir, me restaram os dvds da minha mãe. Vi um monte de filme velho! alguns até preto e branco. Nossa, saí da minha sessão retro um tanto quanto esquisita.
De tanto ver Robert Redford e Paul Newman, eu ando toda nos anos 60 e 70. Nessa semana uma professora estava falando de cultura pop e me perguntou qual era o ator hollywoodiano que eu achava mais bonito. Foi ridículo! Na maior pressa do mundo, eu que nem estava olhando pra aula e nem tinha prestado atenção no texto que ela acabara de ler respondi rapidamente. Respondi quem eu realmente estava achando lindo, naquele momento. E pro meu azar era o Paul Newman. Quem não se perguntou quem era Paul Newman, me olhou incrédulo dizendo que ele já era meio velhinho, lá com os seus 90 aninhos. Ai que vergonha, porque eu sempre tenho que ter essas incontinências verbais? O que eu estava pensando? Que o Paul Newman entrou numa máquina do tempo só pra poder continuar fazendo filmes jovem e eu ainda poder achar ele lindo até o meu aniversário de 90 anos chegar? Eu não poderia ser mais patética.
Deprimente a cara da professora, mas pior foi ela rindo e sendo irônica. É Por esse momento constrangedor que eu decidi colocar um ponto final nessa história (dotcom)!!! Por isso a locadora! Quero e, mais que isso, preciso ver todos os filmes recentes do Newman, Redford, Peppard (é, eu realmente me empolguei vendo filmes velhos, eu sei...).
Da minha sessão, o 'Out of Africa' (1985) amei. Depois deste filme eu comecei a respeitar mais o cinema antigo (o porque é história pra outro dia...). Sei que nem é tão antigo assim, mas foi vendo este que me dispus a ver coisas mais velhas e sem cor. O único filme antigo que eu gostava, antes da minha sessão, era o 'Butch Cassidy e Sundance Kid' (acho que é esse o nome). É com os dois heróis citados anteriormente, mas não acho nenhum dos dois bonitos, sequer charmosos neste.
Algumas pessoas já andaram me indicando alguns filmes que podem me trazer para o século XXI! Tem até um que é com o Redford e com o Brad Pitt. Esse seria excelente!!! Remédio certo. Do Newman tem só um que me indicaram, com o Tom Hanks (tá, eu sei que o Tom Hanks não é nenhum galã também, mas serve de base pra mim saber em que época estamos agora...). Agora eu tenho que achar os filmes, pra sair de mais uma paranóia.
Mas é melhor assim. Um baque mesmo! Ficar chocada. Assim eu paro de me sentir uma NERD, tipo aquela garota insuportável do Gilmore Girls. Tudo vai voltar ao normal... Espero!!!
23/06/2005 0 interferindo
renascimento
É óbvio que todo mundo tem seus momentos mal gosto (no sentido amplo do termo, quando você ama um filme horrível, uma música péssima, não perde um capítulo do reality show mais imbecil do momento, esse tipo de coisa...), mas é incrível como as pessoas amam negar isso. Eu evito renegar estes meus momentos porque acho que fazem parte do que sou e ter vergonha de si mesmo é a morte, mas confesso que têm vezes que eles andam tão em alta que prefiro me concentrar, contar até dez e deixar de falar o que eu realmente penso. Faço isso por cidadania mesmo, pra mim é como não jogar papel de bala no chão.
Omitir um lado podre da sua vida é necessário para um bem-estar social, eu acho que ninguém precisa saber de toda coisa tosca que você assiste e ouve. Digo isso por que a maioria das coisas ruins foram criadas na minha infância, tais quais Xuxa, reality shows, axé, boys bands, e por aí vai a lista imensa. E é claro que coisas boas também foram criadas, mas nós aqui, crianças e adolescentes dos países menos favorecidos, tínhamos menos acesso ao cult entertainment. Aliás, para o brasileiro, Educativo e Divertido são coisas que andam para lados opostos e nunca vão se encontrar, nem num universo de probabilidade infinita. Bom, exageros à parte, é verdade que somos bem preconceituosos com essa mistura mesmo.
Sou do tempo (a frase que me leva para a vida adulta, para o mundo dos velhos, snif, snif...) dos Backstreet Boys, da fase in deles, e aha, olha quem está de volta? dez anos depois, eles estão aí, alguns papais já, mas o que mais me surpreende é que eles estão na lista das dez músicas mais baixadas nos States! Não creio nisto, não creio... A música (ergh, eles chamam aquilo de música?) Incomplete mostra que realmente tudo pode acontecer neste planeta [Não que eu esteja cuspindo no prato que comi, até porque eu acho que essa música é pretty much igual as antigas, mas o que me dói é saber que alguém se dê o trabalho de baixar, ou pior, de ouvir uma música bem igualzinha as do século passado], já que depois da Gwen Stefani, da Mariah Carey e do King Kong eu não esperava mais nada.
É inacreditável que o futuro do planeta, que só querem ser o espelho de modernidade, de contemporaneidade, de cosmopolitanismo (toda garotinha quer ser uma SATC girl), passem 90% do tempo desenterrando os anos 80.
Ekit! Argh! Prrr! O que passou passou e eu sei dar o devido valor às valorosas coisas, mas tudo tem limite né? As bandas novas de rock consideradas originais, todas têm as mesmas "inspirações", seja anos 50, 60, 70 ou 80. Jet, The Killers, The Strokes, Bloc Party, ColdPlay, todos querem reinventar o rock com músicas iguais as dos falecidos. Influência é a palavra usada pra fingir que não está copiando descaradamente, mas nem sei se cola mais...
O pior de tudo isso é que mesmo sendo um ser humano lúcido vejo que sempre adorei os "influenciados" e continuo adorando (viu, era exatamente disso que eu tava falando, este era um bom momento pra renegar meu mal gosto, aiai...)...
Inspira, expira e 1... 2... 3... 4... 5... 6... 7... 8... 9... 10! Acho que chega por hoje!